CAPíTULO 1: Assombrado pelo seu passado
A cidade n?o estava apenas morrendo; estava gritando.
O ar era uma confus?o irregular de sirenes e o baque úmido do concreto desabando. Prédios, outrora os orgulhosos sentinelas da civiliza??o, cederam como gigantes feridos, espalhando vergalh?es e vidro pelas ruas. O céu foi engolido por um carmesim pulsante e voraz, e o mundo se dissolveu em cinzas.
No cora??o da fornalha, Charles, de dezesseis anos, correu até sentir que seus pulm?es estavam cheios de vidro moído. Suor e fuligem escorriam pelo seu rosto, e suas roupas n?o passavam de trapos chamuscados grudados ao seu corpo. Ele parou abruptamente, com o peito arfando, os olhos arregalados refletindo o apocalipse que ele mesmo havia gerado.
"O que... o que eu fiz?", sussurrou ele, com a voz embargada.
O ch?o n?o apenas tremeu — ele gemeu. Uma sombra colossal, mais escura que a fuma?a, estendeu-se sobre ele. O som que se seguiu foi uma vibra??o tect?nica, um rugido que n?o pertencia à biologia. Era o som do universo se despeda?ando. Antigo. Ancestral. Assassino.
Charles virou-se lentamente, o cora??o batendo forte contra as costelas como um pássaro preso. Ao fitar o abismo daquele olhar, o mundo desapareceu. A memória fragmentou-se. Apenas o rugido permaneceu.
Anos depois
A city Eldvorn era um mundo diferente. Era moderna, reluzente com uma arrogancia neon, fingindo que as cicatrizes do passado haviam sarado.
No alto da Torre Blackwood, Charles O'Brien olhava para baixo como uma lembran?a assombrosa. O traje tático preto que vestia parecia absorver a luz ao seu redor. Uma máscara refor?ada cobria seu rosto, mas n?o conseguia apagar a nitidez perturbadora de seus olhos.
O tempo passa. E o som do fim do mundo continuava a ecoar em um loop atrás de suas orelhas a cada piscada.
“Ainda o ou?o”, pensou ele, com os dedos enluvados cravando-se na pedra. “O som da dívida que tenho.”
Ele n?o desceu; ele despencou. Uma sombra desafiando a gravidade, Charles aterrissou com a precis?o silenciosa de um predador. Ele se moveu por um beco como um borr?o, um fantasma na manifesta??o da cidade. Em segundos, um assalto violento foi neutralizado com o estalo nauseante de um osso quebrando. Minutos depois, arquivos criptografados — do tipo que iniciam guerras — foram inseridos nos servidores do FBI.
“Sem você, estaríamos respirando por tubos, O'Brien”, uma voz estática crepitou em seu comunicador — um agente que sabia demais e dormia de menos. “Mas fique de olho nos seus sinais vitais, garoto. Você precisa dormir.”
Charles cerrou o punho, uma energia azul crepitando levemente entre seus nós dos dedos. "Dormir é apenas um bilhete de volta para aquele dia. Prefiro ficar acordado."
Enquanto o fantasma do passado rondava os becos, o futuro rugia pela estrada da montanha em uma velha van enferrujada.
The teenagers: Kairo César, o motorista, segurava o volante com um sorriso nervoso e tenso, os olhos alternando entre a estrada e a emo??o do desconhecido. Ao seu lado, Mark Tsolwer era um basti?o de lógica, imerso em mapas topográficos e leituras de sensores, os óculos escorregando pelo nariz enquanto tentava conciliar a ciência com o mito local.
Ao fundo, Saínt Et'ne olhava pela janela, sua intensidade silenciosa fazendo-o parecer mais velho do que era, enquanto Medellín Mendz empunhava sua camera como uma arma, documentando cada segundo com uma fome feroz e inquieta pela verdade. Níla Névila estava no centro, uma mola repleta de energia pura e desafio, recusando-se a deixar que o pesado silêncio da montanha abafasse seu espírito.
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“De acordo com os arquivos, estamos bem em cima da 'Cúpula de Pedra Luminosa'”, gritou Kairo por cima do barulho do motor.
“é uma impossibilidade geológica”, retrucou Mark, embora sua m?o tremesse enquanto verificava seu contador Geiger. “Uma lenda nascida da supersti??o.”
“Toda lenda tem um cadáver no fundo”, disse Níla com um sorriso ir?nico. “Vamos encontrá-lo.”
Eles o encontraram. Um enorme monólito de obsidiana que parecia menos uma rocha e mais uma crosta na terra. Dentro dele, uma luz violeta pulsava com o ritmo constante e nauseante do cora??o de um gigante.
“Há algo… respirando aqui dentro”, sussurrou Kairo, atraído por um magnetismo mórbido.
Ele tocou a superfície.
A montanha n?o apenas tremeu — ela se despeda?ou. O mundo se abriu, e das entranhas da pedra, nasceu Barstwar.
Ele era um tit? de arestas irregulares e olhos feitos de plasma rodopiante. Sua presen?a era como um peso físico, sufocando-os e roubando-lhes o oxigênio. Quando falava, as vibra??es amea?avam liquefazer seus ossos.
“Liberdade…”
“CORRAM!” O grito de Medellín cortou o transe.
Eles entraram às pressas na van, os pneus cantando enquanto desciam a montanha em alta velocidade. O monstro n?o apenas os perseguia; ele apagava a paisagem atrás deles. árvores estalavam como palitos de dente. Mas ent?o, ao chegar aos arredores da Eldvorn, a persegui??o cessou.
Por um instante, houve silêncio. Ent?o, a dívida da Eldvorn venceu.
Uma explos?o transformou o centro da cidade em uma zona de morte. Estilha?os de vidro choveram como lascas de diamante. A van derrapou e parou em meio aos gritos dos civis.
Barstwar estava de pé nos destro?os, imenso e radiante de malícia. Ele estendeu a m?o para nivelar a rua, mas uma nova sombra o interceptou.
Charles O'Brien emergiu da fuma?a, suas m?os envoltas em uma energia violenta e vibrante. Seus olhos n?o eram mais humanos; eram os olhos de um homem que já havia morrido uma vez.
“BARSTWAR!”
O gigante fez uma pausa. O plasma em seus olhos se moveu, estreitando-se em reconhecimento. "Você... a faísca da ruína... você ainda vive?"
A guerra come?ou.
N?o foi uma luta; foi uma colis?o de deuses. O punho de Barstwar atingiu o asfalto, enviando uma onda de choque que capotou carros como se fossem brinquedos. Charles recebeu o impacto, a energia de sua armadura explodindo enquanto ele era arremessado contra uma parede de tijolos. Ele emergiu cuspindo sangue, o maxilar travado em um rosnado de pura fúria.
Ele saltou, suas botas se incendiando com rajadas cinéticas. Acertou um golpe no peito do gigante que soou como um tiro de canh?o, arrancando um peda?o de pedra etérea da pele do monstro. Barstwar rugiu, arremessando Charles pelos ares.
Ao cair, Charles ativou a manopla em seu pulso esquerdo. Uma explos?o s?nica de alta frequência rasgou a atmosfera, um grito de pura tecnologia.
Barstwar cambaleou, seu plasma cintilando, sua forma se desestabilizando. Com um último olhar de ódio, a criatura se dissolveu em um borr?o de luz, fugindo de volta para as sombras do mundo. Por ora.
De um telhado próximo, em um local seguro e protegido, os cinco adolescentes observavam, com a respira??o presa na garganta.
“Ele sabia o nome”, sussurrou Mark, com seu mundo lógico desmoronando.
“E aquilo o reconheceu”, acrescentou Kairo, com a voz trêmula.
Níla caminhou em dire??o à beira, com os punhos cerrados com tanta for?a que seus nós dos dedos estavam brancos. "Quem diabos é ele?"
Medellín usou o zoom da camera, capturando a figura solitária de Charles O'Brien em meio ao fogo e às ruínas, parecendo menos um salvador e mais um dem?nio.
“Vamos descobrir”, disse ela, com a voz carregada de esperan?a.
Eles ainda n?o sabiam, mas a camera do destino havia fornecido seu prólogo. A Eldvorn foi destruída, segredos vieram à tona e o verdadeiro pesadelo estava apenas come?ando.

