Naquele mesmo momento Marcus foi rapidamente até Doam para informá-lo, aproximando encontrou Doam ainda conversando com a jovem.
- Precisamos sair daqui - Doam ficou confuso a princípio, mas seguiu Marcus que ao terminar de falar come?ou a andar.
- O que houve, Marcus? - perguntou Doam, curioso.
Quando olhou o rosto dele, sentiu um frio no est?mago. Marcus estava pálido, suando frio. As m?os tremiam enquanto ele acelerava o passo, como se quisesse se afastar dali o mais rápido possível.
Marcus tentou explicar o ocorrido, palavras atropeladas, frases incompletas, o medo ainda preso na garganta.
- Vamos sair daqui… - murmurou.
- Sair para onde? O que houve ? - perguntou Doam, acompanhando-o.
Eles nem foram ao hotel, afinal n?o tinham bagagens nem nada, o pagamento já havia sido efetuado na hora.
Enquanto caminhavam, Marcus se acalmava aos poucos, ainda lembrando da cena.
- Mas como ela entrará em contato conosco se sairmos da cidade ? - Doam expressou sua dúvida diante da decis?o de Marcus.
- Com o nível de for?a demonstrado por ela isso n?o seria um problema - Marcus estava certo, afinal se a mulher precisasse de algo para achá-los n?o teria aparecido abruptamente onde Marcus estava.
- Vamos para Balduin - Doam sugeriu um destino que foi aceito por Marcus que perguntou surpreso - Porque Balduin ? -
- Nada demais, só passou pela minha cabe?a, já ouvi falar do lugar - Marcus n?o achou estranho, todo lugar era uma possibilidade de achar a mulher e de sair da cidade e da possível área que a mulher misteriosa poderia encontrá-lo.
No império Raygor
Em uma sala escura, um par de olhos se abriu abruptamente, uma silhueta preta emergiu da escurid?o e caminhou em uma dire??o específica e abriu uma porta, a luz solar do lado de fora n?o conseguiu adentrar o local, ele permaneceu escuro como estava. a imagem da figura mostrou sua aparência, era o imperador de Raygor, Fregor Raygor.
- Balduin... - um sorriso apareceu no rosto de Fregor. Ele seguiu o mesmo caminho até a sala do trono e ao chegar a porta ele disse, aparentemente para si mesmo.
- Chame os generais-supremos aqui - N?o havia ninguém, além dos guardas na porta que permaneceram quietos, uma voz surgiu do nada e disse. - As suas ordens Sua alteza real. - Os guardas abriram as portas e Fregor adentrou na sala e se sentou no trono, poucos minutos depois um homem e uma mulher entraram na sala.
Eram a General-Suprema Camila Dhumod e o General-Supremo Leonard Bonhud, suas famílias possuíam um longo histórico militar do império Raygor, sua era de ouro era o presente, com Generais-Supremos.
Ambos se ajoelharam perante o trono onde estava o imperador e disseram juntos - As suas ordens, Sua alteza real. - aguardaram alguns segundos e perguntaram ao imperador o motivo da chamada urgente.
- O que pode ter acontecido para tanta urgência ? - perguntou Leonard.
- levantem-se!- ordenou o Fregor
- Diante de todos os eventos recentes, há alguma liberdade de a??o para algum de vocês ? - O imperador queria arrancar o mal pelas raízes e ao enviar um General-Supremo as chances das pe?as de Vermont viverem seria 0.
- Nesse momento quem falou foi Camila. - Sua alteza real, com tantos acontecimentos surgindo ao mesmo tempo, ambos estamos muito ocupados e n?o podemos sair de nossas posi??es. Nós só estamos aqui por sua ordem. - Disse Camila enquanto se levantava.
- Vermont planejou tudo muito bem. - Fregor mostrou uma express?o de desagrado enquanto acariciava sua testa com os dedos.
Camila continuou - Podemos enviar alguém forte o suficiente para pelo menos atrapalhá-los. -
- Mas como ? Todos os nossos soldados est?o ocupados em frentes diferentes no continente, n?o podemos simplesmente pegar um e arriscar nossa soberania sobre o continente. Maldito desgra?ado. - Leonard estreitava os olhos em indigna??o com a impotência a qual o inimigo os submeteu.
This story has been unlawfully obtained without the author's consent. Report any appearances on Amazon.
- N?o vamos arriscar nossa soberania sobre o continente por um mero Vermont... Mas também n?o vamos deixá-lo ter uma vida fácil. - o imperador disse e mostrou um sorriso, era um sorriso amedrontador. - A pe?a de Vermont está indo para Balduin no império Solarion. -
- N?o dá tempo de enviar ninguém para Solarion antes da pe?a chegar. - Leonard estava tentando achar uma solu??o e manteve-se quieto e pensativo.
- N?o precisamos... - Disse fregor, como se já tivesse tudo planejado. Os Generais-Supremos se entreolharam por um momento.
De volta para Doam e Marcus.
Ambos caminhavam em dire??o a uma agência de trem local da cidade que os levariam até Bladuin.
- Você está bem ? - Doam demonstrava preocupa??o.
- Está tudo bem, eu só precisava me recompor, me questiono que tipo de ser... seu av? provocou... - Marcus nunca havia passado por algo parecido, apesar de já fazer parte desse mundo de sub-fragmentos a um certo tempo, sua compreens?o desse mundo era risível e ao passar por algo que superou em muito sua compreens?o, ele se desestabilizou.
- Naquele momento, ela n?o precisou de sequer um ataque para me desestabilizar por completo... - Ele parou de falar e apressou os passos ao se lembrar.
Na agência de trem local
Havia uma fila para comprar passagens.
Bom dia, quanto custa uma passagem para Balduin ? - Marcus perguntou ao atendente.
- Custa 300 troks por pessoa - Marcus suspirou, suas economias estavam se esvaindo, o que o preocupava.
- Vamos entrar - Ambos entraram no trem e procuraram assentos.
Em Balduin
Uma mulher saia de uma loja com uma sacola preta e caminhava nas ruas de Balduin quando parou abruptamente, suas sacolas caíram no ch?o, seus olhos se fecharam e apesar de ela esta lá, parecia que estava distante, seus olhos perderam a pupila. - As suas ordens...Sua alteza real - murmurou a mulher que pegou sua sacola do ch?o e voltou para a loja.
- Estou procurando 2 detentores para um servi?o e o pagamento será 5.000 troks para cada, informe que os requisitos s?o: Um tem que possuir VOG do tipo Mentira e o outro do tipo conflito. e o prazo é para até amanh? ao meio dia, se ninguém aparecer no prazo pode espalhar que n?o há mais necessidade. -
- Como desejar, Srta. Gold! - Respondeu o atendente do balc?o da loja, a loja parecia vender de tudo, armas, ferramentas, comida etc. seu interior era escuro e apenas havia um balc?o na frente e as mercadorias ficavam atrás do balc?o, somente o balconista poderia pegá-las.
- Melhor, canceles os troks, informe que providenciarei um VOGs de nível ?mega de cada tipo dos requisitos. - O balconista mostrou uma express?o de surpresa e espanto, era raro alguém oferecer VOGs como pagamento por miss?es do tipo que a Srta. Gold pediu, o que o fez achar que a miss?o n?o era simples.
Algumas boas horas após o anúncio do balconista, dois homens apareceram na loja se candidatando, um era um velho de aproximadamente 62 anos e o outro era uma crian?a que n?o parecia ter mais do que 16 anos.
- Senhores, informarei a contratante imediatamente, mas poderiam me mostrar alguma prova de que vocês realmente possuem os requisitos especificados ? - Era muito normal, afinal o balconista n?o tinha poderes para adivinhar as habilidades dos candidatos.
- é claro.! - a crian?a foi a primeira a demonstrar, ela disse - é mentira que essa caneta está aqui. - Quando o balconista olhou, a caneta que ele sempre deixava lá havia desaparecido.
A demonstra??o n?o precisava ser incomum, bastava provar que era um detentor do tipo requisitado.
O senhor olhou ao redor e avistou um grupo de formigas, sem falar nada, as formigas come?aram a brigar entre si e se devorar.
- Muito bem, a Srta. Gold deve chegar aqui em pouco tempo. - o Balconista apontou para o lado onde havia uma porta e ela se abriu sozinha. - Podem esperar lá dentro senhores. - era uma sala pequena, apenas com uma mesa e algumas cadeiras ao redor e um mapa de Balduin na parede, fora isso n?o havia mais nada de relevante. Os dois se sentaram e esperaram.
10 minutos depois a Srta. Gold apareceu e foi diretamente para a sala e sentou-se.
Ao olhar para a crian?a suspirou. No mundo dos detentores n?o havia distin??o. Tudo se resumia aos VOGs possuídos pelos detentores.
- Bom, é o seguinte, uma pessoa virá para Balduin em no máximo 2 dias, mas é altamente provável que chegue antes e também é altamente provável que tenha ajudantes, n?o tenho certeza sobre a quantidade de ajudantes. Apenas que um é um detentor do tipo oculta??o e outro pode possuir do tipo Verdade ou do tipo Mentira. - Informou Gold. - Se algum de vocês tiver qualquer dúvida, me pergunte agora. -.
- Quais s?o os antecedentes dos alvos ? - O velho perguntou.
- N?o possuem ou s?o irrelevantes. - Gold respondeu.
O velho tinha sérias preocupa??es, afinal matar alguém que possuísse um ajudante poderoso era praticamente senten?a de morte.
- Que tipo de pessoas s?o para precisar de 3 detentores ? - A crian?a que estava quieta fez a pergunta, apesar de n?o ter mais do que 16 anos, n?o demonstrava a mentalidade infantil que normalmente deveria.
- O papel de vocês é simples, precisam segurar os ajudantes, caso tenham, até eu terminar de matar o alvo. - Vendo que n?o tinham mais perguntas ela disse. - as 19:30, estejam nesse local, eu os encontrarei lá. - Ela apontou para um local no mapa que ficava na parede. Era um local próximo há uma floresta ao norte de balduin. Ela se despediu e saiu da sala e eles foram logo depois.
- Sinto que algo está para acontecer... - murmurou o balconista enquanto olhava os 3 saírem da loja.
No trem.
Já chegamos, o trem estava diminuindo a velocidade até parar.
- Vamos procurar primeiro um hotel para ficarmos por um tempo. - Enquanto se retiravam do trem Marcus falou e liderou o caminho. Ele parecia conhecer Balduin.
Doam n?o perguntou e apenas o seguiu enquanto conversavam. Eles andaram ao norte de Balduin até chegar a um hotel chamado Balduin hotel, era um hotel administrado pela própria prefeitura da cidade. Lá havia uma atendente, era a srta Gold.
- Olá senhores, em que posso ajudá-los ?. - Gold que estava trabalhando como atendente no hotel perguntou aos visitantes.
- Eu me chamo Tobias e ele se chama Izaque, gostaríamos de um quarto. - Quando terminou de falar, Marcus olhou pra mulher. ela estava paralisada, em seus olhos n?o haviam pupilas e no mesmo instante a mulher voltou ao normal e questionou. - você está bem, senhor ? - Marcus pensou ter visto errado e apenas acenou e disse que estava com um pouco de dor de cabe?a "parece que o ocorrido me abalou mais do que pensei" imaginou ele.
O pre?o era 70 troks por dia no quarto, como planejavam ficar por alguns dias e no máximo uma semana, as suas economias seriam suficientes.
- Quarto 302, segundo andar a direita. Tenham uma ótima estadia. - Disse Srta. Gold para eles enquanto sorria.
Quando eles n?o estavam mais à vista, Srta. Gold colocou a m?o no bolso e tirou uma bola de cristal, ela apertou e a quebrou, virou pó e evaporou no ar.
No quarto 303.
- Você percebeu ? - Doam respondeu. - Está falando da atendente, né ? sim, sinto que tem algo estranho rolando, alguma coisa n?o bate. -
De volta à loja.
O atendente estava em pé no bar quando sentiu algo e ao olhar na dire??o, viu que a caneta estava de volta. Com um sorriso leve e divertido ele diz - Olha, parece que ainda é fraco. - Ele virou e andou mais a fundo para onde estavam os materiais diversos.

